
Quando uma pessoa passa a ser investigada pela prática de um crime, muitas dúvidas surgem: o que acontece depois do registro de uma ocorrência? Quanto tempo pode durar uma investigação? Quais são os direitos de quem está sendo investigado ou preso?
O inquérito policial e a audiência de custódia são etapas importantes dentro do sistema criminal brasileiro e possuem regras próprias que precisam ser compreendidas para garantir que os direitos fundamentais sejam respeitados.
O inquérito policial é um procedimento administrativo realizado pela autoridade policial, normalmente conduzido pelo delegado de polícia, com o objetivo de reunir informações sobre a existência de um crime e identificar possíveis envolvidos.
Durante o inquérito policial são realizadas diversas diligências, como coleta de depoimentos, análise de documentos, perícias, identificação de elementos de prova e outras medidas necessárias para auxiliar o Ministério Público na decisão sobre eventual oferecimento de denúncia.
É importante destacar que o inquérito policial não é um processo criminal. Nessa fase, a pessoa é considerada investigada, e não condenada. A existência de uma investigação não significa, por si só, que houve culpa ou responsabilidade penal.
Uma das perguntas mais frequentes é: quanto tempo dura um inquérito policial?
O prazo para conclusão depende da situação concreta e da condição do investigado.
Quando o investigado está solto, em regra, o Código de Processo Penal estabelece prazo de 30 dias para conclusão do inquérito policial, podendo haver prorrogação conforme a necessidade da investigação.
Quando existe prisão temporária ou prisão preventiva, os prazos podem sofrer alterações conforme a legislação aplicável ao caso específico.
Na prática, investigações mais complexas podem demandar maior tempo, principalmente quando envolvem diversas pessoas, perícias, análise de documentos ou grande quantidade de informações.
Mesmo durante uma investigação criminal, o preso possui direitos garantidos pela Constituição Federal e pela legislação brasileira.
Entre os principais direitos estão:
A presença de um advogado criminalista desde o início da investigação pode ser fundamental para acompanhar os atos realizados, analisar possíveis irregularidades e garantir que todas as garantias legais sejam preservadas.
A audiência de custódia é o momento em que a pessoa presa em flagrante é apresentada ao Poder Judiciário para que seja analisada a legalidade da prisão e as condições em que ela ocorreu.
Durante a audiência de custódia, o juiz poderá avaliar a necessidade de manutenção da prisão, podendo decidir pela:
A audiência de custódia também tem como finalidade verificar se houve eventual violência ou abuso durante a prisão.
Sim. A atuação da defesa técnica pode ocorrer desde a fase inicial da investigação criminal.
O advogado criminalista pode acompanhar o investigado, orientar sobre seus direitos, analisar documentos, acompanhar procedimentos, identificar possíveis ilegalidades e buscar as medidas jurídicas adequadas para cada situação.
Em casos envolvendo prisão em flagrante, investigação criminal ou audiência de custódia, uma atuação rápida pode ser decisiva para proteger a liberdade e os direitos do investigado.
Se você ou um familiar está envolvido em uma investigação criminal, foi preso em flagrante ou precisa de orientação sobre inquérito policial e audiência de custódia, é importante buscar atendimento especializado.
O escritório Lemes e Aguera atua na área criminal, oferecendo orientação jurídica para casos de investigação, prisão, defesa criminal e acompanhamento de procedimentos policiais em Arapongas, Faxinal e região do Paraná.
Cada situação possui características próprias e exige uma análise individualizada, com atuação técnica e respeito às garantias previstas na Constituição Federal.
©2026. Lemes e Aguera Advocacia. Todos os Direitos Reservados